segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

8º Capítulo

Tudo estava a correr bem.
Na 6ª feira à noite conseguiram editar o vídeo, por isso, no fim-de-semana só foi preciso dar uns últimos retoques. A Isa fez o almoço de sábado e a tarte de ananás. O Will fez o sumo de manga e umas entradas de queijo gratinado. Nessa tarde passaram o trabalho para DVD (duas cópias para nada correr mal) e foram jantar todos juntos ao centro da cidade. Encontraram mais uns amigos que também tinham tido a mesma ideia e foram jantar ao restaurante mexicano preferido dos alunos da faculdade. Entraram lá e juntaram-se a outros colegas que já estavam sentados e ficaram lá um bom bocado, e comer e a beber.
Depois foram até ao bar onde estava a dar a melhor festa da noite. Entraram e dançaram. Ficaram por lá até às 6 da manhã, e só saíram porque a festa acabou. Pouco se lembram do que aconteceu depois, só se lembram de andar a rebolar na relva da faculdade e de fugir para ao quarto porque andavam uns indivíduos despidos a tomar banho nos regadores automáticos do jardim.
Quando Isa acordou, viu que estava deitada no sofá da sala de estar da sua residência. Não se lembrava como tinha ido lá parar e muito menos Rita que dormia no chão ao seu lado. Os sofás e o chão da sala estavam ocupados por outros estudantes.
R: Que barulho é este?
Isa sentou-se no sofá e quando olhou para trás viu o pessoal da outra residência lá fora a atirar balões de água uns aos outros. Alguns balões iam bater contra as janelas da sala. Via-se que os tinham acordado de propósito, embora continuassem a divertir-se.
R: Eles já estão a pisar o risco! – Rita estava agora sentada ao lado de Isa – A invadir o nosso espaço e a incomodar-nos dentro da nossa própria residência… Estão a ir longe de mais!
I: Vamos tratar-lhes da saúde e ensinar-lhes que não devem incomodar-nos assim?
Todos os que estavam presentes na sala saíram a correr uns pela porta e outros pelas janelas. Os outros, mal os viram, começaram a atirar os balões contra eles. Os outros, em contra-ataque agarraram em alguns balões e responderam na mesma moeda. Quem não conseguiu agarrar em balões atirou-se aos outros como se estivessem a jogar rugby. Apesar de parecerem que estavam à luta, estavam todos a divertirem-se sem violência. Nesse instante, o reitor da faculdade passa de carrinho de golfe por eles. Estava a dar conhecer a sua universidade a um director de uma empresa, que tinha recentemente assinado um acordo com a faculdade: aceitava alunos na sua empresa para estagiarem e depois, se gostassem do trabalho, contratavam o aluno.
Reitor: Aqui está a residência “Baxter”. Alguns dos alunos que aqui residem poderão ir para a sua empresa. Mas a maior quantidade de alunos da sua área está a residir na “Wish”, que é já aqui em frente.
O carrinho vira e depara-se com o cenário de “guerra”. O reitor fica chocado com a situação e diz rapidamente:
Reitor: Como vê senhor Dr., aos domingos os meus alunos fazem festas ao ar livre para se descontraírem dos estudos. Quando está mais frio costumamos reunir no auditório a falar sobre Freud… Mas vamos prosseguir a visita.
Enquanto o reitor tenta tirar aquela imagem da cabeça, o empresário olha fascinado para os seus “futuros empregados”. O reitor pensa que nunca mais dá a sua universidade a conhecer a quem quer que seja num domingo…

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